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CINDERELA | CRÍTICA

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Cinderela

A Walt Disney encontrou mesmo um belo caminho. Vivendo um momento de glórias, independente da idade do seu público, o estúdio vai sabendo desenvolver todas as suas franquias ou títulos no determinado momento. Se você não acredita, basta pensar um pouco sobre o assunto. Montaram um universo cinematográfico da Marvel recheado de personagens icônicos, compraram a LucasFilm e estão  revivendo Star Wars, desenvolveram as duas últimas animações vencedoras do Oscar e, ainda, encontraram um ótimo espaço para adaptações com atores envolvendo suas antigas princesas. E assim, com tantos caminhos e vertentes diferentes, já com outros tantos títulos anunciados, agora chegou a vez de Cinderela ter novamente o seu espaço garantido na tela grande.

A história de Cinderela segue a vida da jovem Ella (Lily James), cujo pai comerciante casa novamente depois que fica viúvo de sua mãe. Ansiosa para apoiar o adorado pai, Ella recebe bem a madrasta (Cate Blanchett) e suas filhas, Anastasia (Holliday Grainger) e Drisella (Sophie McShera), na casa da família. Mas quando o pai de Ella falece inesperadamente, ela se vê à mercê de uma nova família cruel e invejosa. Relegada à posição de empregada da família, a jovem sempre coberta de cinzas, que passou a ser chamada de Cinderela, bem que poderia ter começado a perder a esperança. Mesmo assim, a jovem ainda leva para si a determinação de seguir o lema deixado por sua mãe: “ter coragem e ser gentil”. Contudo, quando menos espera, mudanças começam  a acontece em sua vida através de um simples encontro com o encantador Kit (Richard Madden) em uma floresta, passando por uma noite mágica proporcionada por sua  Fada Madrinha (Helena Bonham-Carter), para terminar em um final verdadeiro sonho.

Um fator muito interessante dentro do filme é a presença constante de referências. Contando desde a infância da sua protagonista, elas aos poucos vão aparecendo através de detalhes conhecidos por quem já assistiu ao desenho no passado, ganhando também cada vez mais intensidade dentro de todo o desenvolvimento da trama através das cenas seguintes. Seja pela roupa ou pequenas revelações de detalhes que não aparecem no clássico, logo o espectador, se tiver assistido a clássica animação, também começa a fazer uma viagem através de lembranças ou ligações entre os dois projetos de uma maneira já conhecida e abordada pelo estúdio outras vezes em sua histórica trajetória. E assim, aos poucos e de forma eficiente a magia vai sendo introduzida.

Além disso, a narrativa também ajuda ao saber exatamente como medir o drama e o encanto  de formas necessárias e nos momentos certos dentro do que vai sendo apresentado, mostrando que o roteiro realmente foi muito bem pensado e escrito em cima do que era preciso para sua adaptação. Além disso tudo, Kenneth Branagh também não deixa a desejar com sua direção e consegue agradar muito da forma com que vai mostrando o filme. O destaque, sem dúvida, é para o baile.

Ainda assim, no meio de tantos detalhes e percepções corretas para um desenvolvimento cinematográfico, é válido também lembrar do elenco. Para começar, o grande destaque vai para um Cate Blanchett que continua demonstrando o seu grande talento e interpreta a madrasta da protagonista em uma colocação certa, com a inveja presente em sua voz quando necessária, assim como sabendo utilizar o deboche de forma muito eficaz para o papel. Entretanto, ela não é a única que merece ser lembrada. O jovem casal protagonista formado por Lily James e Richard Madden também conseguem apresentar uma grande segurança em suas atuações e conquistar a imagem da Cinderela e o seu Príncipe. Como bônus, ainda resta a divertida atuação de Helena Bonham-Carter como a fada madrinha, assim como Holliday Grainger e Sophie McShera como as irmãs postiças de Ella.

E, mais uma vez, a Disney apresentou um daqueles filmes marcantes. Quer você goste ou não do estilo em questão, uma pura verdade é que o título foi muito bem estruturado e desenvolvido dentro de suas possibilidades, adaptações e trama. Apresentando um caminho certo para seus acontecimentos em andamento desde os primeiros momentos, a produção vai envolvendo o público como deve ser feito. A alegria tomada por duas tragédias na vida da protagonista vai dando lugar aos sentimentos de inveja e cobiça da Madrasta e filhas, assim como também todo o desprezo que elas tem por Ella. Contudo, o encanto logo também começa a aparecer para apresentar uma virada clássica e criar um clima mais leve até sua cena final.

Ainda assim, o interessante é que, mesmo com o final conhecido, é claramente possível sentir raiva ou torcer pela jovem em certos momentos. Ou seja, é uma prova que o caminho de tantas adaptações envolvendo o retorno de princesas conhecidas é correto, para também mostrar que toda a mágica que envolve essas personagens ainda se faz presente nos dias atuais, remetendo ao passado quando necessário e trazendo tudo isso para o presente de uma forma única. No fim de tudo, Cinderela é exatamente aquilo que você poderia esperar, com uma conclusão clássica, uma boa história e, possivelmente, uma ótima viagem à sua infância.

Classificação:

CINDERELA | CRÍTICA
Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
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