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O CHAMADO 3 | CRÍTICA

Terceiro longa utiliza clichês ao seu favor para preparar o próximo passo da franquia...

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O CHAMADO 3 | CRÍTICA

O CHAMADO 3 | CRÍTICANão é segredo algum que o cinema hollywoodiano é recheado de ícones do horror, sendo que muitos deles foram criados durante década de 80. Obviamente o gênero não vive apenas destes personagens, com outros títulos também fazendo sucesso antes e depois dessa época, sem nem mesmo contar com aquele personagem marcante. Entretanto, no início da década de 2000, durante uma grande febre de adaptações envolvendo projetos orientais de terror, a franquia O Chamado conseguiu rapidamente alcançar o destaque como raramente acontece com apenas dois longas. E agora, após 12 anos de muitos adiamentos e uma grande espera do público, a terceira produção da versão hollywoodiana chegou aos cinemas contando com o retorno de Samara Morgan.

A trama deste novo capítulo é iniciada novamente situando o espectador dentro dos seus aspectos principais, citando então o famoso vídeo, a maldição dos sete dias, e a ligação recebida após uma pessoa assisti-lo. Seguindo então em frente após um pequeno salto temporal, logo então os principais personagens vão sendo apresentados com uma nova situação. Ao invés de seguir os passos normais no ritual do vídeo, um grupo de pessoas passa a se envolver de uma forma diferente com a mitologia de Samara. No meio de todas essas questões, a jovem Julia (Matilda Lutz) e o seu namorado, Holt (Alex Roe), acabam então mergulhando profundamente para descobrir mais detalhes sobre a sua origem com um único objetivo: se libertar da maldição e sobreviver às aparições malignas da menina.

Logo de início é interessante observar como o filme em questão fez para atualizar suas abordagens tecnológicas, já que ele é ambientado no período atual. E claro, isso tem um significado: videocassetes não fazem mais parte do cotidiano das pessoas. É aqui então que entra o primeiro grande ponto da produção, com um professor, interpretado pelo irreconhecível Johnny Galecki, montando um experimento com seus alunos envolvendo o misterioso vídeo. Contudo, o roteiro também mostra apenas o suficiente para uma atualização, seguindo logo em frente com sua trama e a evoluindo de outra forma, focando mais em questões pessoais e buscas por respostas, enquanto deixa outras abordagens que poderiam ser instigantes para trás.

Enquanto isso, a fotografia e a direção de F. Javier Gutierrez vão se encaixando com as características do projeto de uma forma simples e eficiente, por vezes utilizando até o filtro de imagem azulado conhecido pelo público, enquanto em outros momentos exploram cada vez mais a procura por tantas respostas e mergulham de cabeça na origem da antagonista. No mais, além da trilha sonora contar com uma nova pegada, outros conceitos característicos do passado também vão sendo aos poucos notados pelo espectador.

O projeto em questão sabe como utilizar alguns destes pontos muito bem, mesmo que apenas passando rapidamente por outros, mas também é válido ressaltar em como eles se misturam com aspectos novos. Acaba que no meio disso tudo, com todos esses elementos, a produção então vai caminhando e se mostrando eficiente na medida certa, com novas perspectivas presentes em seu meio, além de contar com os estímulos certos para os seus personagens buscarem respostas. E claro, isso vai mudando também de acordo com cada um deles.

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É também neste momento que o elenco vai se destacando, com Matilda Lutz conseguindo chamar muita atenção pela atuação e o desenvolvimento da sua personagem.  Se não bastasse isso, ao longo de toda trama outros personagens misteriosos e de uma certa importância também vão sendo apresentados, com um grande destaque para mais uma boa atuação de Vincent D’Onofrio. Por outro lado, Alex Roe não consegue passar a mesma empatia como Holt, enquanto o professor interpretado por Galecki acaba não se mostrando da grande importância que poderia para um melhor desenvolvimento.

A verdade é que mesmo após bons anos de uma pausa que deveria ter sido evitada, O Chamado continua muito forte.  E assim, com algumas falhas em aspectos técnicos, justificadas pela falta de investimento por conta do gênero, os filmes da franquia sempre tiveram uma essência de mistérios e buscas por respostas, que ainda se faz presente neste novo capítulo. É claro que tudo acontece de forma diferente, contando com outras motivações e personagens, mas ela ainda se mostra necessária e dentro da ideologia correta para o seu desenvolvimento.

Novamente isso é feito dentro de questões envolvendo a origem de Samara, agora então abordando alguns mistérios sobre o destino após o seu corpo ser retirado do poço, além de outros envolvendo a sua origem antes do nascimento. Nestes aspectos os clichês se fazem extremamente presentes para a evolução necessária do roteiro em muitos momentos, mas não deixam de ser bem usados. Seja no susto, na parte investigativa, ou até mesmo no resultado, tudo é segmentado da mesma maneira característica das primeiras produções. E com todos esses aspectos o projeto é muito bem trabalhado, deixando ainda mais claro em seus momentos finais que uma sequência já pode estar sendo preparada pelos envolvidos, e que não existe a intenção de parar por aqui.

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O certo é que O Chamado 3 é um bom entretenimento dentro do gênero proposto, mas um ótimo filme para quem é fã da icônica personagem do poço e seus títulos do passado.

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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