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BUSCANDO… | CRÍTICA

O longa chega aos cinemas no dia 20.

Classificação:

Imagem do pôster de Buscando...
Divulgação

Nota ótimo

Utilizando uma linguagem que já vem sendo explorada nos últimos tempos, o filme Buscando… (Searching, em inglês) já mostrava em seus trailers uma aposta experimental. E assim, finalmente o longa chega a sua data de estreia. Abordando um suspense inteligente, o projeto traz uma narrativa efetiva ao destrinchar sua trama somente em uma tela de computador.

Depois que a filha de 16 anos de David Kim (John Cho) desaparece, uma investigação local é aberta e uma detetive é designada para o caso. Mas 37 horas depois e sem uma única pista, David decide procurar no único lugar que ninguém olhou ainda, onde todos os segredos são mantidos hoje em dia: o laptop de sua filha. Em um suspense hiper-moderno contado através dos dispositivos de tecnologia que usamos todos os dias para nos comunicarmos, David precisa rastrear as pegadas digitais de sua filha antes que ela desapareça para sempre.

A começar pelo roteiro de Aneesh Chaganty Sev Ohanian, há uma ótima surpresa em relação a como a história é conduzida. Se utilizando de uma linguagem restritamente apresentada pela tela do computador e seus conteúdos, é necessário destacar o acerto de ambos os roteiristas em criar um vínculo emocional com o público através de suas ferramentas e recursos narrativos – sendo eles vídeos e fotos que são apresentadas ao longo dos anos de evolução na internet, utilizando até mesmo as plataformas YouTube e Facebook -, trazendo a imersão do espectador de forma rápida e eficiente.

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Apesar deste mesmo recurso narrativo ser uma prova de seu baixo orçamento, contando com apenas alguns momentos em que o filme realmente é levado para um ambiente externo, esta linguagem não atrapalha e nem fica cansativa, carregando o espectador por um caminho que já é conhecido por todos – através de redes sociais e matérias jornalísticas na internet. E então, é importante abordar aqui algumas críticas que o filme aponta ao longo de sua trama, envolvendo a interação das pessoas na internet e o uso de uma máscara online (seja para esconder uma realidade ou deixar que esta realidade apareça para estranhos, escondendo descontamentos ou tristezas daqueles que estão ao redor na vida real).

É notável a habilidade de Chaganty em sua direção. Certo do que queria, e apresentando reviravoltas em certas partes do filme, o mesmo comanda seu elenco de forma convincente e entrega aos espectadores personagens com camadas que são reveladas ao longo do desenrolar da trama – principalmente em relação a Margot Kim, filha do protagonista. E claro, é impossível não elogiar a performance de John Cho. O mesmo rouba a tela ao apresentar um pai preocupado, em conflito e extremamente focado em encontrar sua filha.

Como mencionado acima, a fotografia do filme funciona em função da sua linguagem, apresentando assim mais um recurso para adicionar a sua narrativa e envolver o espectador na trama apresentada.

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Por fim, acertando na maneira como aborda e apresenta sua linguagem, ‘Buscando…’ traz uma boa surpresa ao ser envolvente, explorar temas atuais ao longo da sua trama e trazendo uma reflexão sutil sobre o mundo online, mostrando que o cinema experimental ainda tem espaço na indústria se trabalhado da maneira correta.

Confira também: Assista ao trailer oficial do filme

Debra MessingJoseph Lee, e Michelle La também estão no elenco do filme.

O longa foi dirigido por Aneesh Chaganty, que escreveu o roteiro ao lado de Sev Ohanian. Já a produção ficou por conta de Timur BekmambetovSev Ohanian, Adam Sigmane Natalie Qasabian.

Buscando… chega aos cinemas no dia 20 de setembro.

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BUSCANDO... | CRÍTICA
Amanda Vizagre
Formada em Audiovisual, sua aventura no Jornalismo começou justamente com um convite para escrever no Jornada Geek. Amante da sétima arte, tem "Chaplin", o musical "Billy Elliot" e a série "24 Horas" dentre as suas produções favoritas. Na música, tem um gosto eclético e prefere deixar a escolha para o momento. E no universo de heróis, a trilogia "Batman" é sua escolha a qualquer momento, mesmo que a maioria dos seus heróis favoritos estejam na Marvel.

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