Bumblebee | Crítica

Filme já está em exibição nos cinemas brasileiros.

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Nota Surpreendente

Bumblebee Pôster brasil
Divulgação

Sucesso na década de 80 com bonecos, quadrinhos e até uma série animada, a franquia Transformers voltou a chamar grande atenção no ano de 2007, quando conseguiu o seu espaço na tela grande através de uma parceria formada pela Hasbro, Paramoun Pictures, Steven Spielberg, Lorenzo Di Bonaventura e Michael Bay. O último, por sinal, responsável pela direção. E com uma trama envolvendo um garoto que queria ganhar seu primeiro carro, mas acaba entrando em uma verdadeira guerra alienígena recheada de explosões e efeitos, logo um grande sucesso foi formado. 

O mesmo, entretanto, não chegou a ser unanimidade no futuro. A partir do segundo filme tivemos mais explosões, menos histórias. E desde então foram 4 além do seu original, até que chegaram os rumores de mudanças. Bay decidiu deixar o comando dos filmes, um novo cineasta foi contratado, e agora Bumblebee chega aos cinemas prometendo uma visão esperada pelos fãs originais da franquia, com uma ambientação na década de 80 recheada de ação e nostalgia.  

“Ambientado em 1987, Bumblebee encontra refúgio em um ferro velho em uma pequena cidade praiana da califórnia. É neste lugar que Charlie (Hailee Steinfeld), uma jovem de 18 anos com jeito moleca e tentando encontrar seu lugar no mundo acaba encontrando o autobot, que por sua vez encontra-se danificado por conta de batalhas. Quando Charlie o revive, ela rapidamente descobre que aquele não é um Bug VW amarelo qualquer”.

É realmente com esta simples sinopse acima, que é a oficial do estúdio, que os fãs logo ficaram realmente ansiosos pelo primeiro derivado da franquia protagonizada pelos robôs gigantes. E sim, está finalmente acontecendo como deveria ser. Apesar de ter um roteiro mais simples, contando com menos personagens na maioria da sua trama, o longa protagonizado por um dos autobots mais amado funciona perfeitamente na tela grande, principalmente pelo fato de que o seu roteiro é crescente. Ele não é simplesmente explosões, mas sim de momentos necessários que fazem com que ele fique cada vez melhor. 

Tudo parece funcionar perfeitamente nesta nova abordagem construída para os Transformers, e isso acontece já desde a primeira cena. Aqui temos uma grande batalha em Cybertron, que por sua vez nos dá ainda uma visão melhor do planeta e do acontecimento com seus personagens. Nela nomes conhecidos são vistos mais uma vez, com Optimus Prime e Bumblebee sendo as figuras centrais. Um ponto inicial interessante, que acaba resultando na fuga de Bee, conhecido ainda como B-127, para a terra e toda a sua trama envolvendo uma grande caçada. 

O novo visual dos personagens funciona muito bem, melhor do que aqueles apresentados na franquia cinematográfica principal. Eles são mais arredondados, com os detalhes sendo focados apenas em certos momentos, mas com uma lembrança muito maior do formato clássico já conhecido há tanto tempo. Enquanto isso, no lado humano, temos também grandes mudanças. 

O exército se faz presente por conta da temática, ainda funcionando através do tão conhecido Setor 7. John Cena é o intérprete do Agente Burns, que acaba fazendo parte desta grande caçada envolvendo o autobot já desde o início, antes mesmo da chegada dos decepticons. Enquanto isso, Hailee Steinfeld é a intérprete de Charlie, personagem que acaba se tornando o elo do personagem-título com os humanos, algo que é recolocado dentro da franquia e funciona novamente muito bem. 

Imagem de Charlie e Bumblebee
Divulgação: Paramount Pictures

A trama inteira gira basicamente em cima destes personagens, além de Memo, e os caçadores decepticons Shatter Dropkick. Ou seja, algo claramente menor do que estamos acostumados em ver no cinema para a franquia em questão. E por mais diferente que seja, a abordagem funciona de uma forma muito precisa. A amizade de Charlie e Bumblebee, que está danificado por conta de batalhas, acaba sendo um grande foco em um paralelo perfeito com a perseguição que vai sendo construída através dos decepticons e suas alianças com os humanos, enquanto o clímax vai sendo construído de uma forma precisa.

Tudo é incrivelmente bem pensando em torno de todos os aspectos citados, com os focos sendo muito bem divididos ao ponto de termos a ação quando necessário, mas também as cenas que envolvem esta grande ligação entre a jovem rebelde e a máquina que traz um novo sentido para a sua vida. E claro, quando estas duas abordagens se encontram, temos o nascimento de um clímax perfeito de grandes batalhas feitas com motivos adicionais para que aconteçam. 

A verdade é que Bumblebee chama os fãs dos Transformers clássicos de volta ao cinema, mas também está pronto para conquistar novos públicos através de tudo o que é mostrado em cena. É muito bem construído, além de ser focado em partes essenciais para explicar melhor o passado desta relação dos humanos com robôs gigantes. É, de uma forma diferente, um grande reinício para a franquia, chamando atenção inclusive para o que pode estar por vir ao reacender no público a curiosidade por seus personagens. 

Finalmente tivemos uma história mais inicial e necessária para estes grandes personagens, abrindo agora então o caminho para décadas que podem ser cobertas com suas aventuras na terra, podendo explorar relações, possíveis crossovers, ou até mesmo voltar ao planeta Cybertron para que possamos entender todos os acontecimentos que cercam estes seres robóticos divididos. Um belo filme em todos os sentidos, e um caminho incrível para os próximos que estão por vir. 

P.S: Existem duas cenas durante os créditos.

Assista ao trailer:

Confira também: Bumblebee | Entrevista com o dublador Guilherme Briggs

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