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BROOKLYN | CRÍTICA – OSCAR 2016

Classificação:
Muito bombrooklynUma das qualidades mais pertinentes em um longa-metragem é o poder de cativar o público sem grande esforço. E, isso é umas das características de Brooklin, filme com uma produção contundente, que conta com uma história simples, mas que, através da atuação espetacular de Saiorse Ronan, consegue nos inserir em meio ao turbilhão de emoções que uma jovem irlandesa precisa suportar.

Ellis Lacey (Saiorse Ronan, brilhante) é uma jovem irlandesa que decide ir tentar a vida nos Estados Unidos na década de 30. Ela vai morar em uma pensão para mulheres no Brooklyn, bairro do subúrbio de Nova Iorque. Lá, ela conhece o jovem italiano Tony (Emory Cohen), por quem se apaixona e a ajuda a suportar a saudade de casa. Mas, depois que sua irmã mais velha morre, ela volta à Irlanda para ajudar a mãe, e curiosamente tudo começa a dar certo, e até um bom partido aparece. Agora Ellis tem de decidir em qual dos mundos seu coração bate mais forte.

É impressionante como Brooklin consegue nos prender desde os minutos iniciais até os créditos subirem, pois se trata de uma história simples, baseado no livro de Ian McEwan. Porém, a mágica está na forma como o roteiro foi brilhantemente adaptado por Nick Hornby (indicado ao Oscar 2016), pois coloca os dilemas de Ellis de forma que qualquer pessoa em qualquer tempo possa se identificar. Desde sua falta de oportunidades em sua terra natal até as difíceis escolhas que o mundo nos propõe, tudo é muito fácil de se entender. Ao contrário do que se parece, não se trata daqueles dramas que exigem demais do público.

Porém, isso não quer dizer que seja uma trama pueril. Brooklin tem uma carga dramática bem colocada e diálogos que deixam transparecer uma delicadeza irrefutável, que clama por uma atenção extra aos detalhes, aos olhares, ao silêncio. Há ainda uma supervalorização da figura feminina, que estava em tempos de evolução comportamental. Sim, as mulheres também tinham o direito a ter suas próprias escolhas, como o de morar sozinha, casar com quem o coração mandasse e até fazer amor antes do casamento.

Para que esse encantamento que o filme provoca funcione na medida certa existem dois aspectos que se fazem notáveis. O primeiro deles é a direção de John Crowley, que já havia mostrado qualidade no interessante Circuito Fechado (2013), que faz um trabalho sólido, sem ousadias, mas com uma segurança impressionante na captura das emoções do filme. O segundo, e o mais importantes deles, é a atuação fenomenal de Saiorse Ronan, que evidencia as duas nuances de sua personagem, incrivelmente equilibradas. Mesmo que perca o Oscar de atriz, é a melhor atuação feminina dentre as indicadas.

E nesse envolvimento quase sobrenatural, ao final dos 113 minutos de projeção sentimos que estamos aptos a enfrentar a vida e todas as provações que ela nos impor. Talvez seja essa a maior mensagem de Brooklin, um filme que inspire alguma coisa, e esse aspecto que fazem dele um filme difícil de se esquecer.

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