Bohemian Rhapsody | Crítica

O longa já está em exibição nos cinemas brasileiros.

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Nota ótimo

poster de Bohemian Rhapsody
Divulgação

Não há nenhum segredo que, durante a história do cinema, grandes nomes da cultura internacional ganharam espaço nas telonas com filmes biográficos e homenagens por suas trajetórias e impacto na sociedade de diversas maneiras. E assim, agora é a vez de Freddie Mercury, vocalista da banda inglesa Queen, ter parte da sua vida retratada nas telas de todo o mundo com o filme Bohemian Rhapsody.

Enfrentando estereótipos, quebrando convenções e apresentado aquilo que tinha de melhor nos palcos, Freddie Mercury escreveu o seu nome na história da música. E assim, focando principalmente na vida do seu vocalista, a trama de Bohemian Rhapsody aborda desde as suas primeiras cenas a trajetória, e o sucesso meteórico, da banda Queen através das suas canções icônicas e som revolucionário com sua conclusão focando em uma das maiores performances do grupo após a vida de Mercury sair do controle e passar por um reencontro triunfal às vésperas do show que se tornou uma das maiores apresentações da história do rock.

A começar do seu roteiro, é possível dizer que Anthony McCarten trabalha com uma trajetória que guia o espectador a um grandioso momento da banda, mas que ainda assim apresenta pequenas falhas. O ponto negativo que deve ser destacado aqui é a maneira como o roteiro se apressou ao abordar alguns acontecimentos da vida do cantor na maioria do seu primeiro ato e, como consequência, deixou alguns momentos passarem um tanto despercebidos na “correria” da entrega de tantas informações.

Partindo para seus pontos positivos, o roteirista coloca o espectador (já no início do filme) caminhando ao lado do vocalista até o palco e, apesar de só ver o protagonista de costas, é possível sentir o impacto da história que será narrada pelas próximas 2 horas de filme. Não se engane…se você espera ver bastidores desconhecidos da banda ou detalhes imensos em relação a composição e produção das suas respectivas músicas, este filme não vai entregar o que você deseja. Na verdade, trata-se de uma trajetória musical recheada de muitas emoções e grandes conquistas, acima de tudo, de um ser humano.

De sua própria maneira, o longa vibra através dos palcos (como também fora deles) e conquistas não só de Freddie, mas da renomada banda inglesa. Acompanhado dos grandes hits conhecidos pelo público – que contribuíram, também, para o peso dramático das cenas que acompanham – e mostrando momentos um tanto marcantes que acabaram por trazer estes mesmo “hinos” à vida, o filme se preocupa em colocar os espectadores à frente de Freddie Mercury: o ser humano. Este é o seu foco. O vocalista é apresentado aos que assistem como era visto por um amigo próximo: em seus momentos gloriosos e seus momentos baixos.

É importante destacar que, apesar do que foi apontado por alguns textos, a sexualidade de Mercury não foi “ignorada”, e sim “simplesmente” retratada de maneira cuidadosa, já que trata-se de uma época extremamente delicada para a comunidade LGBT+ (sendo inclusive demonstrado em uma cena de coletiva de imprensa após o lançamento de um novo disco da banda, onde os repórteres ali só focavam na sexualidade do cantor).

Seria impossível não elogiar e destacar a performance do ator Rami Malek em sua personificação do vocalista. Aqui ele é, sem dúvidas, Freddie Mercury (mesmo que por apenas aproximadamente 2 horas) e faz uma grande homenagem ao mesmo em sua interpretação, honrando todos os conhecidos trejeitos do cantor. Além disso, ele ainda traz aos espectadores uma representação honesta dos sentimentos do mesmo e momentos marcantes da vida do ícone da música internacional.

Por sua vez, a fotografia foi um recurso que teve muita influência na imersão do público para com a trama. Alternando entre os momentos intimistas ao lado do cantor/protagonista e demonstrando a grandiosidade dos shows do Queen, o longa conta com lindos planos que, em seu ato final, consegue, se é que é possível, inserir o espectador com uma perfeição ainda maior ao palco, ficando ao lado da banda em uma marcante performance de FreddieRogerBrianJohn.

Por fim, Bohemian Rhapsody é um filme que traz uma linda homenagem ao vocalista da banda Queen. Sendo intimista, respeitoso e verdadeiro à sua época, o longa mostra os sucessos e fracassos de Freddie Mercury de uma maneira respeitosa e emocionante, dando oportunidade a todos os espectadores de verem um dos grandes nomes da música inglesa “ao vivo” mais uma vez e assim entregando mais uma forma de eternizar a história de Farrokh Bulsara.

Confira também: Bohemian Rhapsody | Assista ao trailer final do filme

Rami Malek (Mr. Robot) dá vida ao vocalista Freddie MercuryBen Hardy (X-Men: Apocalipse) será o baterista Roger Taylor;  Gwilym Lee (O Turista) dará vida ao guitarrista Brian May; e Joe Mazzello (A Rede Social) interpretará o o baixista John Deacon.

Dexter Fletcher é o responsável pela direção do longa, enquanto Anthony McCarten (A Teoria de Tudo) assina a versão final do roteiro.

Bohemian Rhapsody já está em exibição nos cinemas brasileiros.

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