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A BELA E A FERA | CRÍTICA

Com pequenas adições, filme reconta a história já conhecida pelo público da forma esperada

Classificação:
Nota ótimo

A Bela e a FeraAo longo de toda a sua história, a Walt Disney Pictures conquistou o mundo com suas animações. Logo o estúdio virou um exemplo a ser seguido pelos seus concorrentes, mas sempre teve uma grande parcela de credibilidade quando o assunto em questão caminha para tal gênero. Contudo, os anos passaram, os formatos mudaram, e mesmo o estúdio seguindo com um nível de alta qualidade, nunca algo chegou perto de representar seus projetos  do passado. Agora, encontrando na solução a adaptação de suas animações para filmes com atores, A Bela e a Fera chegou aos cinemas.

Na trama, a jovem Bela (Emma Watson) vive com o seu pai, Maurice (Kevin Kline), em uma pequena vila na França. Entretanto, ela tem algo diferente das outras mulheres da sua época, sempre lendo algum livro e pensando de forma diferente. Certo dia, apenas o cavalo do seu pai retorna assustado de uma das suas viagens, Bela então decide ir procurá-lo. O animal lhe leva ao local onde seu pai ficou preso, sendo ele um castelo encantado, com objetos falantes, mas também habitado por uma Fera (Dan Stevens). Após tomar o lugar do seu pai, a jovem então vai percebendo que nem tudo é monstruoso como pensava no local.

Como esperado por boa parte do público, a trama do filme com atores corresponde ao que já foi apresentado pela Disney na década de 90. Os acontecimentos aqui são parecidos em quase toda a sua essência, com cenas musicais completas, assim como as reviravoltas seguem a mesma composição. Para complementar tudo isso, novamente a empresa também mostra sua qualidade técnica com excelentes efeitos visuais, uma fotografia que por vezes lembra até os enquadramentos do antigo título, acompanhada ainda por uma boa direção e uma trilha sonora mágica e encantadora.

Contudo, nem sempre a produção é feita por aspectos técnicos ou roteiro, e desde o começo era de conhecimento que isso não bastaria para o longa. E sim, eles conseguiram fazer as escolhas certas ao longo de todo o seu planejamento. Emma Watson entrega uma atuação ainda de uma estrela hollywoodiana em ascensão, mas feita na medida para o papel. Canta e dança sem ter medo do que está fazendo. Por sua vez, mesmo cercados por efeitos e apenas dublando seus personagens, é perceptível a entrega ao filme do seu elenco que conta com Ian McKellen, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Emma Thompson e tantos outros. Cada um tem sua importância na trama, exatamente como deve ser.

Dan Stevens não fica muito para trás com a Fera. Mesmo com sua voz coberta de efeitos, assim como sua imagem, é interessante notar que o ator apresenta aquilo que é necessário para viver o monstro. Agora, acima de todos os citados, estão Luke Evans e Josh Gad. A dupla funciona de forma brilhante desde o início, com Evans roubando a cena como o brutamontes Gaston, encarnando o personagem de uma forma sem igual. Sua atuação consegue deixar o espectador com raiva, mas ao mesmo tempo beira o engraçado nas reações cartunescas referente ao mesmo. E mesmo com toda essa expressão, Gad também não fica para trás. Apenas nos pequenos detalhes se pega a questão sexual do seu personagem, mas ele é extremamente divertido e um contrapeso essencial em todo o desenvolvimento das cenas.

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A verdade é que por mais que tenha gerado uma certa divisão de opiniões, o título entrega sim tudo aquilo que havia prometido. Sim, pode ter uma falha em não apresentar situações novas, mas quem esperava isso? Diferente de Malévola, que conta a origem da mesma em boa parte das suas cenas, esta nova produção chegou para recontar com atores aquilo já visto no passado. Ela segue o modelo de Cinderela ou Mogli – O Menino Lobo, encantando novamente com suas cenas compostas de magia.

Então, simplesmente não vá assistir com essa expectativa de encontrar algo completamente diferente do que conhece. Não existe tal possibilidade envolvendo o filme com atores deste clássico da literatura e animação. Tudo foi planejado pelo seu estúdio exatamente para levar o público de volta ao ambiente já conhecido, com pequenas cenas inseridas ao longo do seu desenrolar para criar um maior contexto da sua evolução apenas. No mais, as partes realmente significantes seguem intocadas, por vezes até mesmo filmadas em um mesmo enquadramento que o do passado. Sim, A Bela e a Fera é mais um acerto da disney em sua missão de transformar animações em live-action.

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A BELA E A FERA | CRÍTICA
Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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