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ATIVIDADE PARANORMAL – MARCADOS PELO MAL | EM DVD / BLU-RAY

Atividade Paranormal - Marcados Pelo Mal
Atividade Paranormal – Marcados Pelo Mal

Ainda é possível lembrar no impacto que a produção de as Bruxas de Blair causou com o seu lançamento. O filme  até pode ter perdido o seu grande efeito com o passar dos anos, mas através de seu sua divulgação ele fez um grande sucesso para a época. É claro, mais tarde a descoberta de que os protagonistas estavam vivos fez com que o efeito acabasse. Contudo, após tanto tempo, o estilo cinematográfico ainda se faz presente, com Atividade Paranormal liderando tal conceito. Com quatro filmes da franquia lançados, sempre em busca de contar uma história da forma que o espectador vá ligando os pontos, agora chega o momento de uma nova vertente surgir através do gênero de gravações perdidas. Pelo menos é a intenção de Marcados pelo Mal, só que nem tudo são acertos.

A trama começa apresentando Jesse (Andrew Jacobs) e Hector (Jorge Diaz), grandes amigos que acabaram de se formar no ensino médio. Fascinados com uma nova câmera portátil, eles passam a gravar tudo o que acontece à sua volta. Contudo, logo ambos ficam intrigados ao ouvir sons estranhos vindos do apartamento de baixo da casa de Jesse. Lá vive Anna (Gloria Sandoval), uma senhora que tem fama de ser uma bruxa. Não demora muito para que os amigos passem a atormentá-la, o que faz com que Jesse seja ameaçado pela vizinha. Para completa uma súbita morte no apartamento dela faz com que aumente ainda mais a curiosidade dos amigos, que decidem invadir o local, mesmo estando lacrada pela polícia. É quando percebem que Anna pertencia a uma estranha seita, que tinha Jesse entre seus alvos.

A direção de Marcados pelo Mal é algo comum dentro do que foi estabelecido pelas produções anteriores, mas acaba apresentando um pouco mais de sentido em cima de todo seu desenvolvimento. Mesmo trabalhando em cima da já tradicional fotografia amadora, o  filme acaba buscando a essência de sua trama através de novas abordagens, em cima de novos personagens, conseguindo alcançar tal fato em cima de sua narrativa. É assim que todos os envolvidos são desenvolvidos desde as primeiras cenas, precisando de certo tempo para apresentações, demonstrando a personalidade de cada envolvido aos poucos, tudo através de momentos do cotidiano. O destaque fica por conta da avó de Jesse, que é totalmente engraçada em seu início e tensa em outros. Também, com péssimas atuações na produção, apenas isto poderia ganhar algum crédito. Entretanto, algo que chama mais uma vez atenção na produção é a inexistência de uma trilha sonora, sempre buscando o realismo e a tensão do espectador.

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O caminho de Atividade Paranormal é complicado, já que as produções buscam sempre trabalhar em uma linha do tempo bagunçada, deixando lacunas para uma próxima trama. É desta forma desde o seu início, tanto que o terceiro filme é considerado o primeiro, enquanto os títulos 1 e 2 buscaram apresentar a trama de forma complexa e desenvolver as duas irmãs. Entretanto, o spin-off parece encontrar sua função neste meio, com uma nova visão sobre os acontecimentos sobrenaturais que envolvem Katie e Kristi desde o início. A distância sobre a visão aplicada na história principal acaba adicionando certa coerência no decorrer da trama, com explicações mais óbvias e claras em torno do sobrenatural.

Tirando tal fato citado, o resto é totalmente dispensável. O filme é mais cômico do que assustador, conseguindo proporcionar boas gargalhadas em suas primeiras cenas, enquanto o espectador já fica cansado esperando aquilo que ele está acostumado ao olhar para a tela da produção. A tensão não consegue aparecer no filme de forma eficaz, já que tudo se torna cada vez mais óbvio e previsível, com pequenos sustos em formatos de brincadeiras, enquanto outros acontecem da forma cotidiana, construído no decorrer da franquia. Se não bastasse todos os fatos, a trama envolvendo os marcados parece um tanto forçada em diversos momentos. Alguns detalhes são até aceitos para um desenvolvimento de terror, mas o ponto é completamente ultrapassado nesta edição.

Tudo acontece quando em certas cenas Marcados pelo Mal começa a lembrar mais ficções científicas do que um filme que deveria focar na mitologia construída nos capítulos passados, dando um ar ainda mais precário ao que deveria ser apresentado. Ou seja, logo o título se torna algo necessário apenas para situar o espectador em poucos pontos, que poderia ter sido desenvolvido dentro da linha temporal comum da produção se os roteiristas soubessem como inserir novas personalidades curiosas ao invés de sempre buscar a morte e um final “impactante” e confuso para o seu público. Um bom recado para eles: a franquia cansou. A questão é que não sabemos quando eles vão notar exatamente isso.

Classificação:
Ruim

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