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ARROW 2ª TEMPORADA | CRÍTICA

Arrow 2ª temporada
Arrow 2ª temporada

Após longas 10 temporadas de Smallville, em 2013 o canal CW apostou novamente em um herói da DC Comics. Muitos desconfiaram, já que mesmo aparecendo na antiga série sobre a juventude do Superman, o Arqueiro Verde não é considerado um dos principais nomes dos seus heróis. Fora isso, o ator estava sendo trocado, com Stephen Amell assumindo o papel de Oliver Queen. Se todas as desconfianças não bastassem, o vigilante de Starling City iniciou o primeiro ano matando, fazendo com que muitos fãs considerassem uma falta de respeito ao personagem. Contudo, na verdade todas as questões pareciam fazer parte de uma visão do projeto, uma lição que o protagonista aprendeu com o seu crescimento durante suas missões noturnas e foi aprimorada para o uso na segunda temporada.

A 2ª temporada retorna mostrando as consequências do evento que abalou Starling City, no momento em que um total desespero toma conta da cidade. Oliver estava novamente isolado, mas é convencido a retornar para a cidade por Diggle e Felicity. Agora, no momento em que a cidade mais precisa do seu vigilante, Laurel (Katie Cassidy) está trabalhando para derrubar o “capuz”. Contudo, logo o Arqueiro vai descobrir que não pode levar justiça sozinho para toda uma cidade, contando com uma nova parceira através de grandes revelações, mas descobrindo também que o inimigo está mais perto do que imagina. Enquanto o espectador conhece mais do passado do protagonista na ilha, uma guerra será travada não apenas para atingir Starling City novamente, mas com o objetivo de atingir ao seu guardião da pior forma possível.

 O interessante de Arrow é que o programa conseguiu definir uma ótima base em seu primeiro ano, sabendo utilizar exatamente dos seus pontos fortes no seu desenvolvimento. Os personagens tiveram evoluções, conquistando uma maior credibilidade e adquirindo personalidades fortes e decididas através do seu primeiro ano. Com isso, o novo ano da série já entrou muito bem definido em tal aspecto, restando agora apenas um maior desenvolvimento para Felicity Smoak (Emily Bett Rickards) e John Diggle (David Ramsey). De fato isso acontece, já  que ambos se tornam ainda mais fundamentais nas missões de Oliver para salvar sua cidade.

Entretanto, a verdadeira surpresa ao espectador vai sendo desenvolvida no decorrer de todo o segundo ano. Logo uma noção maior é apresentada sobre a trama, com uma ótima expansão do mundo DC começando a surgir com cada nome e novidade que é apresentado. Se o mais fiel leitor sentiu falta da equipe que acompanha o herói de verde pelas ruas em seu primeiro ano, no segundo ano isso não pode ser um motivo para se queixar. Em seus primeiros episódios temos Sara Lance (Caity Lotz) aparecendo como Canário, levantando questões e respondendo outras, com o tempo, através dos flashbacks. Entretanto, o nome não  vem sozinho. A Liga das Sombras passa a ser citada e se faz até presente quando necessário.

Mas nada para apenas em cima de poucas novidades. Os episódios 08 e 09 da temporada acabaram ganhando destaque pela presença de Barry Allen, interpretado por Grant Gustin, que ajuda na solução de um caso e acaba conhecendo a identidade do vigilante. É utilizando exatamente esses nomes que o programa vai solidificando seu tema, sabendo sempre o momento certo de trabalhar cada personagem ou novidades inesperadas, como o Esquadrão Suicida e o retorno de Malcolm Merlyn (John Barrowman), colocando situações em destaque e apresentando fatos coerentes no decorrer do seu ano 2.

 Buscando utilizar não apenas os personagens e recursos, a série passa a se mostrar também muito interessante em seus flashbacks. Nele temos fatos esclarecidos, como a não morte de Sara, assim como também conhecemos os grandes motivos para futuros acontecimentos. Logo descobrimos como Slade Wilson (Manu Bennett) virou o vilão conhecido como Exterminador. Consequências passam a ser trabalhadas exatamente por isso, mostrando que o protagonista tem pontos fracos e fortes como qualquer ser humano, assim como também teve que fazer escolhas que não queria no passado.

É de tal forma que o vilão principal é inserido, fazendo a temporada atingir um novo nível de interesse e mistério. As batalhas passam a ser travadas nos bastidores e com máscaras entre os personagens, enquanto Slade desenvolve seus planos e se mostra um jogador eficaz quando o assunto é alcançar objetivos. A série não sobrevive apenas com suas grandes cenas de ação, mas na forma com que é desenvolvida também quando as máscaras estão ausentes. A expectativa se torna constante, sempre na espera de acontecimentos que possam mudar o rumo de tudo.

Verdadeiros ataques ao protagonista são comuns durante os episódios, vindos de todos os lados. Não importa se em sua vida pessoal ou noturna, o inimigo parece conhecer os passos de Oliver e utiliza os mais próximos para tentar lhe atingir. Logo temos o envolvimento de Thea Queen (Willa Holland), Moira Queen (Susanna Thompson) em um momento de grande impacto. Com isso, a guerra é declarada e as atitudes necessárias são tomadas até chegarmos ao fim de uma temporada incrível, que soube medir os seus passos de forma perfeita, terminando de forma coerente e preparando um ótimo terreno para o ano 3, que pode ser ainda melhor do que o esperado.

Classificação:
Excelente

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek, formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (atualmente conhecido como UniAcademia), mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.
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