Aquaman | Crítica

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Nota Surpreendente

Pôster do filme Aquaman
Divulgação: Warner

Ao longo dos anos a DC Films vem tentando construir o seu Universo de heróis através de diversos longas. O que parecia ser somente um filme sobre O Homem de Aço isolado, acabou também introduzindo outros personagens rapidamente, o que também acabou incomodando parte do público em Batman vs Superman – A Origem da Justiça e trouxe grandes reações negativas com Esquadrão Suicida. Logo em seguida, entretanto, Mulher-Maravilha chegou aos cinemas arrebatando os espectadores.

Uma queda então surgiu onde menos se esperava inicialmente: Liga da Justiça afundou em bilheteria e crítica. Agora, quase um ano depois sem filmes, mas com um calendário já montado para 2019 e 2020, Aquaman chega antes de tudo aos cinemas com uma grande missão para alguns: Salvar o Universo DC. E o melhor? Consegue isso facilmente.

A trama mostra a origem de Arthur Curry (Jason Momoa), ao mesmo tempo que também é intercalada com o seu momento atual já sendo referenciado como Aquaman. Nela o herói age salvando as pessoas de situações perigosas no alto mar, evitando inclusive roubos de piratas. Enquanto isso, no fundo dos mares, o seu meio-irmão, Orm (Patrick Wilson), planeja uma grande ofensiva contra o mundo da superfície para se vingar de todo o lixo que os humanos jogam nas águas. Ele está cansado da situação, acabando por conquistar importantes alianças que lhe dão a oportunidade perfeita de iniciar uma ofensiva. Mas Arthur decide então intervir, dando assim o início da sua jornada que mudará a sua vida completamente.

Intercalando passado e presente, o novo longa da DC apresenta também uma fórmula interessante ao longo do seu desenvolvimento. Ele tem de tudo um pouco, sabendo justamente como dosar cada um dos seus elementos quando necessário, o que acaba proporcionando uma fluidez muito boa para cada um dos seus momentos. Enquanto isso, outro show que também consegue ser visto pelo público é um show de efeitos visuais. Seja no momento de rejuvenescer seus personagens, ou no mundo subaquático, o longa merece todos os seus méritos positivamente, entregando aquilo que foi prometido ao público e mais um pouco.

James Wan, o homem por trás das câmeras em Aquaman, mostra novamente ao público, através de uma união perfeita de tudo o que foi citado, que ele realmente entende de cinema. Não é apenas uma questão de terror ou ação, mas sim de conhecer aquilo que está fazendo. A direção de Wan é precisa, com uma fotografia bem utilizada nas cenas quando necessário, além de visões ousadas inclusive nas cenas de “pequenas” lutas ou grandes batalhas. Além disso, o mesmo sabe controlar o tom do seu filme, beirando o brega quando necessário, mas conseguindo voltar para cenas aterrorizantes logo em seguida se for este o seu objetivo.

O elenco do filme também ajuda. Jason Momoa novamente se prova como um herói diferente de tudo o que estamos acostumados, conseguindo contrapor momentos de grandes frases com uma pequena tirada ou palavra inesperada em certos momentos, mas também mostrando a força do seu personagem quando necessário e seu crescimento sendo visível ao longo da trama. Enquanto isso, Amber Heard não fica para trás. Mera é tudo aquilo que queríamos e um pouco mais. Ela é decidida, inteligente, independente, além de ser de fato uma guerreira.

Imagem do Aquaman e Orm
Divulgação

Patrick Wilson, por sua vez, nos entrega um vilão daqueles que amamos odiar através de Orm, com o mesmo tendo suas razões para suas ações, mas ainda assim se mostrando um guerreiro a sangue frio. Yahya Abdul-Mateen II não é diferente, já que o vilão Arraia Negra tem suas motivações apresentadas e grandes momentos na trama. Vulko é outro nome de destaque, já que mais uma vez nos presenteia com uma excelente atuação de Willem Dafoe, agora como o futuro conselheiro de Arthur, além do seu mentor nas batalhas. Ainda assim, a grata surpresa é Nicole Kidman. A atriz traz o seu talento, mas também a garra de Atlanna para o filme de forma natural, com a rainha mostrando seu poder quando é necessário, tendo uma das melhores sequências de ação do longa.

Com tudo o que foi apresentado na tela é muito fácil afirmar que Aquaman é o respiro que a DC Films precisava para preparar o seu terreno para o futuro. Através da sua abordagem fica claro que é possível não seguir uma fórmula já conhecida pelo público, misturando assim elementos diversos dentro de uma história e ainda fazendo com que ela funcione. Brega, recheado de ação, aterrorizante, e até mesmo político. Tudo isto faz com que o filme do rei dos mares funcione com clareza e muita precisão em uma engrenagem perfeita, enquanto abre ainda possibilidades para o futuro através dos seus vilões e outros personagens.

Além disso, ele não apenas firma Jason Momoa como um dos pontos centrais deste universo de heróis, como também abre grandes possibilidades para a franquia solo do herói em seu reino aquático. Claramente temos aqui um grande mundo a ser explorado, com criaturas grandiosas e uma história cercada por lendas. E sendo assim, não seria uma surpresa termos rapidamente uma sequência anunciada visto que trata-se de um projeto que pode representar uma verdadeira virada para a DC no cinema.

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