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AMERICAN HORROR STORY: ROANOKE | PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Que American Horror Story é um fenômeno todos sabem, mas ainda assim a produção também tem os seus costumeiros defeitos. Ok, ela é recheada de prêmios. Não tem como discutir sobre isso, mas ainda assim podemos claramente deixar algo claro: tirando o  seu primeiro ano, todos os outros acabaram causando grandes divisões em seu público. Abandonos surgiram com isso, reclamações também, mas as novas temáticas trabalhadas de formas antológicas sempre acabam gerando novas expectativas. E assim, agora chegou o momento da sexta temporada.

american-horror-story-6-notApós passar por diversas situações bizarras ao longo dos anos, dessa vez a temática escolhida para o desenvolvimento da trama está ligada ao misterioso caso da colônia de Roanoke. Para quem não conhece, o evento em questão é um dos maiores mistérios na história dos EUA. No ano de 1585, mais de 100 pessoas sumiram subitamente do local em questão, situado no condado de Condado de Dare na atual Carolina do Norte, deixando apenas uma árvore para trás com as palavras croatoan. Entretanto, a ambientação da série não é história, mas atual. Outra novidade é também o formato de falso documentário.

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No caso em questão, temos duas atrizes e atores interpretando, até o momento, 3 personagens centrais da trama (Shelby, Matt e Lee Miller. Eles se revezam entre o elenco que está dando o depoimento, Lily Rabe, Andre Holland  e Adina Porter, e os que participam das situações relatadas, formado por Sarah Paulson, Cuba Gooding Jr. e Angela Bassett. É algo meio confuso no início, mas logo começa a se adequar ao formato escolhido e vai lembrando outras produções que possam ter trabalhado o mesmo formato ou algo similar, envolvendo até mesmo projetos footage. Lembra muito, principalmente, a Bruxa de Blair.

Com todas essas questões dos personagens estabelecida, a trama então logo começa a desenvolver os seus mistérios através de situações noturnas e esquisitas que passam a acontecer na casa situada, aparentemente, no mesmo local em que ficava a famosa vila. Situações esquisitas começam a acontecer envolvendo aparições, barulhos, invasões. Não está claro ainda se é algo somente sobrenatural ou com participação de moradores locais, mas a tensão é bem empregada em alguns momentos.

Entretanto, nem tudo são flores. Apesar de saber desenvolver bem a questão envolvendo o núcleo das cenas relatadas, a verdade é que a narrativa ainda peca em alguns pontos e deixa a desejar ao abordar clichês em outros. É uma trama que tem tudo para apresentar uma evolução melhor do que os anteriores, podendo crescer bastante, mas precisa ser melhor explicada para o público e deixar suas questões coesas para isso. Além disso, um cuidado deve ser ressaltado: os protagonistas sobreviveram para contar sua experiência, então as situações devem ser trabalhadas ao redor deles de uma forma muito cuidadosa e ao mesmo tempo chocante para despertar o interesse do público.

Vai, claramente, dividir opiniões. Inclusive, a minha é de que poderia ser melhor…entretanto, atualmente é preferível ver algo crescente do que decrescente quando o assunto é American Horror Story. A verdade é que seria mais impactante mostrar algo situado apenas na época histórica, mas Ryan Murphy parece ter um medo absurdo de ambientações no passado. Uma pena, mas ainda assim, uma promessa de boa temporada pode surgir.

P.S: Espero, profundamente, que não apresente ligações com outros temas. Não é algo que eu tenha curtido no projeto, considerando o seu melhor exatamente essa falta de ligação entre os temas.

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