Quando fiz o texto de primeiras impressões sobre a temporada passada de Agents of SHIELD, ressaltei o quanto o show consegue ser imprevisível em vários aspectos. É uma das poucas séries das quais assisto, que não tem medo de tentar coisas ousadas, inclusive tirar do elenco pessoas que estamos acostumados a ver desde sua estreia. O final do terceiro ano não foi diferente. Tivemos mortes, desentendimentos e principalmente rompimentos, cujas consequências estavam esperadas para serem mostradas logo na season pemiere da quarta temporada.

Atenção, o texto contém spoilers sobre a temporada anterior.

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O primeiro episódio é bastante lento com relação à ação. Nele, nos foram apresentadas varias respostas – e também questionamentos para o futuro – com relação aos acontecimentos de Capitão América – Guerra Civil. De uma forma acertada, e sem perder o ritmo gostoso do show, os roteiristas preparam uma gama de informações para entendermos como o mundo está agora que os Inumanos precisam se registrar. Obviamente, Daisy está sendo procurada por alguns crimes e passou a ser conhecida mundialmente como Tremor. No entanto, a garota não está se escondendo, muito pelo contrário, as cenas de ação desde episódio vem graça a seu confronto com o Motoqueiro Fantasma. Ele é um dos novos personagens que de cara mostra a que veio, além de claro, ser dono de uma narrativa que vem sendo muito bem desenvolvida.

Outro fator que mudou, foi o fato de que Coulson não ser mais o Diretor da SHIELD. Por um lado ele parece estar feliz em abdicar do cargo, mas por outro, ele começa a perceber que como um agente comum, não detém mais tantas informações como antes. Vários outros personagens estão em lugares diferentes também, linha que é melhor apresentada no segundo episódio. May chefia o que parece uma pequena unidade de agentes prontos principalmente para o combate corpo a corpo e estratégia; Simmons agora é o braço direito do novo diretor, e é a manda chuva nos laboratórios da SHIELD, tendo inclusive mais acesso à informações do que Coulson e May.

No entanto, esse segundo episódio ficou marcado como o momento que conhecemos o novo Diretor da SHIELD. Jason O’Mara foi sem dúvida uma excelente adição ao elenco. O ator tem carisma, enquanto o personagem apresenta um lado obscuro, e isso faz com que confiemos e ao mesmo tempo não confiemos nele, principalmente agora que a SHIELD saiu das sombras.

Já no terceiro episódio o show prepara o espectador para o que promete ser uma temporada cheia de reviravoltas, e provavelmente guerra entre humanos e inumanos. Há um novo grupo liderando uma vingança contra os que passaram pela transformação, mas por trás deles existe muito mais mistério, e uma gama de possibilidades para narrativas. Aos poucos o show vai ficando mais adulto e obscuro, e isso provavelmente se dá por causa do amadurecimento pelo qual os personagens passaram.

Estejam preparados para lealdade sendo testadas, desentendimento entre lados que antes eram amigos, e também aquilo que os roteiristas sabem fazer de melhor, mistérios que vão culminar muito provavelmente em outra grande mudança radical tanto no meio, quanto no final da temporada.

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