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A SÉRIE DIVERGENTE – INSURGENTE | CRÍTICA

A Série Divergente: Insurgente
A Série Divergente: Insurgente

O que acontece quando um governo tenta subjugar as pessoas? Se você é fã de sagas literárias recentes, sem dúvida alguma, conhece o termo distopia e já acompanhou tramas com tal abordagem. Entre as mais famosas atualmente estão as adaptações de Jogos Vorazes e Divergente. Com a mesma temática, as duas franquias tem protagonistas femininas e buscam um caminho de revolta e libertação para o seu povo. No caso da última, a população foi dividida em 5 facções em um governo que tenta sobreviver através de pilares, cada um com suas funções. E assim, após apresentar toda a formação de seus personagens, conceitos, sentimentos e uma verdadeira caçada em seu primeiro capítulo cinematográfico, agora é a vez de Insurgente chegar aos cinemas.

Após os acontecimentos do primeiro filme, a trama começa com a líder da Erudição, Jeanine Matthews (Kate Winslet), dando explicações a população e comentando os ataques contra a Abnegação, mas colocando a culpa nos Divergentes e seus aliados. O momento também mostra uma pequena e misteriosa caixa sendo encontrada, mas que necessita de um Divergente para ser aberta. Logo fica claro que o sistema de facções ficou fragilizado após o grande ataque, cabendo a Beatrice “Tris” Prior (Shailene Woodley) lidar com as consequências de suas escolhas e perdas, enquanto ela e Four (Theo James) são fugitivos e caçados por conta da sua diferença. Entretanto, tal situação é também é apenas o começo de grandes descobertas que podem mudar o curso da humanidade.

Algo interessante para se destacar é que a produção começa de uma forma comunicativa, mostrando realmente uma explicação da sua grande vilã, mas também não deixando de situar o público para o que está acontecendo. Com isso, seguindo adiante, logo também é mostrado a situação envolvendo os protagonistas, sua localização atual e algumas situações de conflitos. Até o momento, tudo bem, ocorre um grande ataque e a fuga começa. De tal ponto para frente começam também a surgir descobertas, respostas e a busca por um exército. A questão de sobrevivência dentro do que é mostrado fica cada vez mais claro, uma guerra está sendo formada. Todo o roteiro é bem trabalhado em cima disso, mesmo que sua narrativa oscile entre perseguições, planejamentos e a busca por uma solução. A ambientação, é claro, segue perfeita, assim como seus efeitos.

Ainda assim, com toda a narrativa acontecendo, outro ponto merece destaque: a aparição de novos personagens. Em tal questão, os destaques ficam para Johanna Reyes (Octavia Spencer) e Evelyn Johnson-Eaton (Naomi Watts). As duas tem suas importâncias desde o começo. Elas cruzam os caminhos dos protagonistas, mas é da segunda que o mistério se faz presente e surgem desconfianças. E assim, é fácil também confirmar uma excelente atuação de Watts. Ela é enigmática da maneira certa, proporcionando momentos que fazem o espectador não saber qual o seu lado, muito menos o que deseja. Provavelmente, é também o maior acerto de toda a adaptação.

Enquanto  isso, Theo James retorna como Four / Quatro e chama ainda mais atenção por conseguir fazer um personagem tão sério ganhar o público facilmente, enquanto também consegue ser o nome do gênero ação dentro do projeto. É o perfeito líder de um exército, mas também um personagem apaixonado por Tris. Por falar na personagem, ela não parece encantar como o primeiro. Mesmo que ainda seja o elo central da produção, a personagem de Shailene Woodley sofre consequências nesta parte da trama e fica protetora demais, sem grandes momentos, mas tentando lidar com suas emoções. Ou seja, fica bem sem graça e carisma.

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É claro, como todo projeto envolvendo o gênero, Insurgente também é recheada de traições e surpresas no seu decorrer. Contudo, o título é sim muito prejudicado por conta de suas oscilações entre abrigos, buscas por um exército e revelações. Aos poucos vai entrando nessa grande montanha-russa de momentos, ganhando destaque em uns pontos e apresentando fraquezas em tantos outros. Mesmo assim, ainda existe aquela tensão no ar através de certos acontecimentos e ainda mais quando caminha para sua reta final e as decisões da sua protagonista. O objetivo de abrir a caixa encontrada também fica claro no decorrer do roteiro, mas proporciona menos impacto do que deveria com a introdução de tal objeto.

Mesmo assim, nem tudo é feito de apenas decepções. Mesmo com grandes diferenças do livro para sua adaptação, o objetivo envolvendo descobertas e vinganças funciona como o foco principal para a evolução do roteiro. Jeanine busca respostas e modos de acabar com os Divergentes por medo e sua ambição por poder, enquanto Tris deseja eliminar a responsável pela morte dos seus pais e uma facção inteira, assim como também tenta provar sua inocência. Contudo, o mais interessante é quando os encontros acontecem e isso apresenta um novo caminho através de uma grande reviravolta, introduzindo respostas e novas perguntas para mostrar o início de uma situação inesperada. Mistérios ficam no ar, assim como a expectativa pela conclusão que acontecerá dividida em duas partes.

 Classificação:
Bom

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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