The Umbrella Academy | Pipoca e Netflix

Primeira temporada já está disponível na netflix.

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Imagem da série The Umbrella Academy
Divulgação

Classificação:

Nota ótimo

No meio de tantos projetos originais em desenvolvimento pela Netflix, alguns acabam sempre conseguindo chamar mais atenção do público ao longo da sua campanha promocional. E, provavelmente, The Umbrella Academy conseguiu conquistar o seu espaço neste ponto. Em desenvolvimento há algum tempo, a adaptação baseada nas HQs de Gerard Way e Gabriel Bá logo começou a se destacar na mídia desde o seu anúncio, ganhando ainda mais força com a composição do seu elenco e comentários envolvendo sua temática. E agora, após muita espera, a sua 1ª temporada foi lançada pela gigante do streaming. 

A série acompanha a história de uma família disfuncional de super-heróis que levam o título da série. No passado, o milionário Sir Reginald Hargreeves adotou sete crianças com dons especiais a fim de treiná-las para combater o mal. Contudo, nem tudo deu certo ao longo da sua história, e aos poucos o grupo foi se desfazendo com o passar do tempo. Entretanto, após a misteriosa morte de Hargreeves, esses jovens habilidosos acabam tendo que se reunir mais uma vez. O que eles não esperavam é que acabariam tendo que usar também os seus talentos novamente, buscando agora seguir o caminho para o qual seu pai adotivo os criou. A missão? Evitar o fim do mundo.

Diferente de tantas abordagens envolvendo heróis, a trama de The Umbrella Academy já começa em um momento de decadência dos seus personagens, e talvez seja este um dos seus maiores atrativos. Aqui temos heróis sendo tratados como “humanos comuns”, com problemas realmente de uma família, ainda que totalmente disfuncional. E o seu roteiro acerta neste ponto exatamente ao desenvolver tudo isso, mas também balanceando com momentos de ação, aventura, e até mesmo comédia ou romance ao longo de todos os seus episódios.

Contudo, esta mistura de gêneros é claramente feita através de cada um dos seus personagens, e sua tramas paralelas. Isso porque eles não funcionam somente em conjunto, mas apresentando suas abordagens únicas dentro de cada um dos seus próprios momentos. Todos têm o seu espaço em tela bem dividido, e ainda que o público não passe a ter um conhecimento completo de cada um, conhece pelo menos o ponto que interessa no momento para o desenvolvimento dos acontecimentos que estão por vir.

Alguns, é claro, vão acabar caindo na graça do público. E apesar de Vanya, personagem de Ellen Page, ser claramente o ponto central, nomes como Klaus (Robert Sheehan), Luther (Tom Hopper), Pogo (Adam Godley) e, principalmente, o número 5 (Aidan Gallagher), acabam tendo pontos mais interessantes na trama, além de conseguirem ser mais carismáticos. Ainda sobre o desenvolvimento da série, vale também destacar a sua abordagem cercada por mistérios que vão aos poucos sendo revelados, ditando também alguns dos seus acontecimentos.

Além disso, os seus personagens secundários também acabam conquistando o seu espaço. Hazel, Cha-Cha e The Handle acabam liderando em alguns momentos as tramas paralelas da produção. Ao contrário de se mostrarem apenas peças nas vidas de cada um dos membros principais, eles também acabam crescendo na trama através das suas ambições e convicções, voltando a encontrar a abordagem principal nos momentos exatos para os seus desfechos.

A equipe The Umbrella Academy
Divulgação

Verdade seja dita, The Umbrella Academy não chega somente como uma série de super-herói pronta para chamar atenção. Na verdade, talvez seja justamente o fato de não ser apenas isso que acabe atraindo um público e atenção ainda maiores. E todas as suas abordagens diferentes ainda chegam acompanhadas de uma trilha sonora para causar inveja em muitos programas.

Os dramas cercando os seus personagens dentro deste universo de destruição e heróis decadentes, na verdade, foge e muito da simples perspectiva heroica. E é justamente por isso que o acerto acaba sendo realmente interessante, já que mesmo quando  acaba cambaleando um pouco em seu desenvolvimento, ela acaba encontrando o suporte necessário em outros gêneros para seguir em frente. Seja isso feita através de alguma revelação, ou apenas um foco especial em algum personagem que mereça atenção naquele momento.

Ao final de tudo, é justamente a sua grande abordagem diversificada que lhe torna única e necessária neste momento, aproveitando assim para falar também de situações abusivas, paternais, traumas, relações familiares, e heroísmo de uma forma pouco construída ao longo de tantos títulos já lançados. A espera, é claro, agora fica por uma possível segunda temporada que possa consertar alguns pequenos erros, entre eles nos apresentando mais do passado dos personagens…ou, então, colocando os mesmos em situações que exija mais dos seus poderes.

Confira também: The Umbrella Academy | Assista ao novo trailer da série

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