PredadoresNo meio da floresta quente e úmida da Venezuela, o Exterminador do Futuro Arnold Schwarzenegger encontrou um inimigo muito além do que poderia ver. A criatura com forma gelatinosa, preparo físico invejável e altura de Jean-Claude Van Damme acabou com um grupo de militares treinados e com armas de extermínio em massa, como a metralhadora de helicóptero responsável pelo desmatamento de boa parte da rain forest, o que foi até mencionado em outro filme do mesmo ator, O sexto dia.

Quando a galera resolve usar a força bruta, o alienígena se dá bem e consegue enganar todos, no que parece ser um perverso senso de humor (ou uma estratégia de roteirista para criar o clima de suspense do filme). E um a um os colegas vão deixando a trupe para entregar suas colunas vertebrais (crânios inclusos) ao fantasma da selva. Até que sobra somente um homem, ou melhor, O homem: Conan, o Bárbaro.

Quando os acasos mostram que o Predador percebe o calor, Dutch (é como se chama o personagem do governador, embora ninguém se lembre do nome, pois não sobra quem o fale) se cobre de lama, recalque de Rambo, e desenvolve toda uma técnica que mistura Lost e Survivor, antes dessas séries nascerem, pra cuidar do invasor. Corta, amarra, prepara tudo que o professor de física ensinou e dá uma aula de estratégia pra pegar caçadores de recompensas. O que ele não sabe é que o inimigo tem um aparelhinho no braço de auto-destruição.

Com porrada, efeitos especiais, maquiagem e uma cara que ficou marcada no universo dos monstros de ficção, Predador colocou os músculos do Mister Universo contra mais uma criatura fantástica e que, além de alguns montros que encontrou antes ou depois, tem um propósito, o que lhe permite voltar em outro filme, no qual encontra Los Angeles e Danny Glover, dois inimigos cruéis.

Sem o parceiro Martin Riggs (Mel Gibson), o detetive, que tem outro nome, parte com três outros policiais pra enfrentar uma briga de gangues em Los Angeles num momento em que a situação parece bem quente. Não apenas pelo clima entre as gangues, que fica em segundo plano do meio do filme em diante, mas pelas altas temperaturas, como na Venezuela, que atraem suor, moscas e predadores de outro planeta.

O colega do caçador de recompensas que passeou pela Venezuela anos antes está de volta e quer o melhor prêmio que pode encontrar. Pra isso, acompanha tiroteios, mapeia vozes e acompanha as ações do detetive Mike Harrigan e sua equipe, a qual elimina aos poucos. O que ele não percebe, no entanto, é que um grupo de agentes do governo persegue sua espécie desde visitas anteriores e prepara uma armadilha. Em meio ao frio, são como o coitado do Jon Snow: não sabem de nada.

O Predador tem mais tecnologia que o governo americano e pra vencê-lo é mais importante a determinação de um homem do que anos de pesquisa. E esse homem é Mike Harrigan, o último grande herói (deveria ter usado esse trocadilho com o outro) que persegue o caçador de recompensas até sua nave, onde um altar mostra crânios de várias espécies, inclusive do Alien de Giger, o que é deixa para outro(s) filme(s) e outro texto. Com o nome da vez vencido, os predadores deixam um presente pro policial e vão embora, mas é o próprio sobrevivente quem afirma que eles voltarão.

E voltam. Da terceira vez, apenas passam pela Terra pra buscar os selecionados da sua versão de Survivor. Numa floresta toda preparada, combatentes de várias frentes (exércitos americano e russo, Yakuza, procurado do FBI…) são lançados de pára-quedas e têm que descobrir onde estão, por que foram reunidos ali e como dar o fora. Isso tudo em meio a cachorros com chifres, seres esquisitos com baratas e, claro, Predadores, o nome do filme.

Em cada temporada, como eles mesmos dizem, um grupo de seres é selecionado pra competir com três predadores e toda sua parafernália de caça. Nada mais justo do que colocar todo o grupo em busca de um prêmio: crânios ou sobrevivência. Em meio a armadilhas colocadas por predadores ou por escolhidos das outras etapas do jogo, a equipe tem que aprender a lidar com o inimigo e, principalmente, a trabalhar em conjunto. Tudo isso é explicado naqueles momentos de conversa, pois a primeira cena do filme é um dos personagens caindo do céu, sem contexto aparente.

Se os efeitos são os melhores dos três filmes, já que a tecnologia avançou bastante desde então, e o elenco não se apoiar em apenas um herói (temos Adrian Broody e Alice Braga, além de Lawrence Fishburne, que chega depois), a história não sai do óbvio. É um jogo e pronto, faltou Zeca Camargo apresentando, pois o resto está lá, inclusive alguns foras de filme B: se o planeta é novo, por que o médico reconhece a planta que paralisa?; com já vimos no segundo filme, o predador tem muitas visões, então não procede ficar apegado apenas à detecção de calor. Faltou malícia, mas como tem muita presa à solta, algum dia aparece outra criatura pra caçá-la.

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