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A POLÊMICA SOBRE CINQUENTA TONS DE CINZA | FIM DE SEMANA

 Na última quinta-feira, 12 de fevereiro, fui ao cinema acompanhado da Iracema (leia a crítica aqui) assistir ao tão polêmico e aguardado Cinquenta Tons de Cinza. Bem, tendo lido o livro para a missão, posso dizer que não gostei desde as páginas. Entretanto, pelo menos  na tela parece que tentaram fazer algo melhor. Mesmo com E.L.James mantendo o controle da produção em suas mãos, o conteúdo parece desenrolar de uma forma melhor em cima do que é mostrado ao espectador, mesmo que ainda assim seja por vezes ridículo. Mas também, o que poderíamos esperar de algo inspirado na saga Crepúsculo? É claro que nada. E assim, talvez por isso não tenha ficado tão feio quanto eu realmente esperava.

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E eu sei, você pode não gostar do que eu vou falar daqui em diante ou pode ser aquele que irá concordar comigo. Aliás, nada também impede que fique no meio termo, já que a ideia do tema é colocar tudo na mesa para tentar entender a fama e a polêmica que estão rondando o projeto. Para começar, o título é claramente voltado para o público feminino, mas com uma visão um tanto quanto machista em certos pontos. Não é segredo que Christian Grey é bilionário, filantropo, mas que na sua intimidade é um dominador e praticante de BDSM ( em português ficaria assim: “Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo). Além disso tudo, o mesmo ainda sabe utilizar seu charme para suas conquistas. Enquanto isso, do outro lado da trama, a protagonista feminina é Anastasia Steele, uma menina tímida e inocente, formanda em Literatura Inglesa.

É através de uma entrevista que a jovem acaba tendo que fazer para a amiga doente que os dois se conhecem, resultando assim uma verdadeira perseguição de Christian, até conseguir o que quer. Aqui, exatamente em tal ponto, podemos afirmar que as polêmicas começam. O primeiro fato é o de que Grey é também um PUTA de um stalker, que não para de tentar controlar Anastasia até conseguir o que quer. Por um momento, após conseguir render a moça, um romance pode até começar a ser trabalhado, como o filme buscou fazer, mas a verdade é que o andamento atrapalha isso. A proposta do contrato é absurda, sendo mais um dos motivos para tantos comentários e suposições sobre o título, gerando descontentamento de alguns, amores de outros. Agora me diga: como você consegue gostar de algo que envolva um contrato de BDSM no relacionamento? Me desculpe se você é fã do livro, mas isso é a coisa mais ridícula que vi em um projeto, sendo digno de boas risadas. Sim, eu ri na cena em que eles marcam uma reunião para definir os termos e o seu conteúdo. E quer saber? Ri ainda mais antes, quando o protagonista fala: “Eu não faço amor. Eu fodo, com força”.

E ainda assim, se você insistir em tal defesa, devo alertar de que existem vários filmes melhores que Cinquenta Tons de Cinza que envolvam o tema de masoquismo, manipulações de um relacionamento ou conteúdo sexual. Entretanto, vamos para 5 exemplos rápidos: Ninfomaníaca, A Secretária, 9 Canções, Mata-me de Prazer e 9 Semanas e 1/2 de Amor. Todos, sem exceção, são mais interessantes por conta de suas diferentes abordagens. Então, me desculpe, mas o título em questão não passa de uma simples piada em certos momentos e uma discussão boba de internet. É ridículo e gerou uma polêmica sem tal necessidade. Se você gosta, amém. Respeito você por pregar o seguinte pensamento: se fez sucesso, com certeza tem um público.

Agora, o seu amigo também tem o direito de não gostar…certo? Que você aceite, ou não, ele não conseguiu ter a mesma visão. A verdade é que a adaptação até dividiu ainda mais o público. Alguns esqueceram (ou não sabiam) que Hollywood não tem peito para fazer filmes tão pesados quando o assunto é erotismo e reclamaram da falta de cenas mais quentes. Enquanto as outras duas vertentes simplesmente amaram ou detestaram a tal adaptação. Fico no último quesito e vou explicar exatamente o motivo de tal fato abaixo, nos últimos parágrafos do texto.

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O maior embate de tantos comentários dentro dessa polêmica existente nos últimos dias é exatamente crítica x público. Aqueles que gostam não querem aceitar que o jornalista escreva ou fale o que pensa sobre o título, colocando que ele não entendeu o conteúdo mostrado, a intenção e etc. Bem, ok, cada um tem sua visão. Agora, o que deve ser lembrado também é que quem trabalha em tal área tem o costume de MUITOS filmes de vários gêneros. E indo direto ao ponto: Cinquenta Tons de Cinza tem uma trama ruim. Além de ser absurdamente comum quando saí do seu BDSM (que teve boa parte cortada em sua adaptação), o que foi apresentado na sétima arte é uma produção fraca, que expõe situações de um controle absurdo e mostra a procura de uma jovem ao tentar mudar um bilionário ou vice-versa. Na verdade, existem até pessoas que são fãs que correriam da situação descrita no livro. Sim, você sabe disso. Além disso, o roteiro não consegue se fazer interessante dentro do seu plot em muitos momentos.

Não sendo suficiente para uma melhora, Jamie Dornan parece tentar se esforçar para que o personagem não pareça tão grosseiro e babaca como realmente deveria ser. Com isso, ele talvez seja um dos únicos pontos salvos do projeto, que tem uma trilha sonora muito boa. Entretanto, Dakota Johnson não consegue o mesmo. Sua personagem é tão sem graça que não tem para onde escapar. Em certos momentos, no meio de uma daqueles diálogos banais e cínicos, ela simplesmente parece morder o lábio para não  rir! A atriz tenta disfarçar, mas não consegue. Para finalizar, o constrangimento dos atores após a primeira cena envolvendo o quarto vermelho é claro. Fugindo dos seus 20 minutos de sexo, ainda existe o pequeno fato de que tudo parece existir apenas para enrolar o espectador. O resultado? Diversão para um público formado basicamente por mulheres (com exceções), enquanto a outra parte simplesmente tem sono, MUITO sono. É claro, nada disso tira um fato: devemos respeitar opiniões.

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Que a verdade seja dita: no meio de tantas discussões, a franquia Cinquenta Tons de Cinza deve manter o seu sucesso por conta do seus espectadores, indo de encontro com a crítica exatamente como aconteceu com a Saga Crepúsculo. Entretanto, para mim, ele ainda não é o pior filme do mundo. Aliás, é até melhor que títulos como A Hospedeira e Lanterna Verde.

 

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Marco Victor
Fundador do Jornada Geek e formado em Jornalismo, mas também um grande amante de filmes e antigo frequentador de locadoras. Outras paixões também existentes estão em Séries de TV, HQs, Games e Música. Considera Sons of Anarchy algo inesquecível ao lado de 24 Horas, Vikings e The Big Bang Theory. Banda preferida? São muitas, mas Slipknot ocupa um lugar especial. Espera ansioso por qualquer filme de herói, conseguindo viver em um mundo em que você possa amar Marvel e DC apesar de ter no Batman e As Tartarugas Ninja como os seus heróis favoritos.

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