A Maldição da Residência Hill | Pipoca e Netflix

Mesmo com grandes mudanças, adaptação do livro de Shirley Jackson funciona de forma surpreendente e instigante.

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Com uma forte retomada do gênero do terror acontecendo no cinema hollywoodiano ao longo dos últimos anos, aos poucos novos projetos vão surgindo através de diversas plataformas. E assim, uma das mais recentes apostas da Netflix é justamente uma nova adaptação do livro A Assombração da Casa da Colina, escrito por Shirley Jackson e publicado pela primeira vez em 1953. Entretanto, ao contrário do livro, a série de TV manteve o mesmo título na sua tradução do inglês para o português, sendo lançada então como A Maldição da Residência Hill pela gigante do streaming e já prometendo uma trama que vá prender os amantes do estilo em questão.

Na trama, Hugh Crain (Henry Thomas), sua esposa Olivia (Carla Gugino), e seus 5 filhos mudam-se para uma grande casa que anteriormente pertencia a família Hill. Contudo, logo começam a surgir algumas situações assustadoras durante o seu cotidiano. Muitas delas principalmente na parte da noite, vistas apenas pelas crianças. Entretanto, certa noite algo acontece que marca a vida de todos. Enquanto isso, anos depois, passamos então a saber um pouco mais sobre a vida de cada um dos membros desta família, descobrindo assim que situações assustadoras continuam rondando a sua vida ainda por consequências do seu passado na Residência Hill.

Um dos melhores pontos ao longo de toda a primeira temporada do programa é justamente a sua narrativa. Isso contando com dois destaques muito claros que ajudam no seu desenvolvimento: o primeiro deles é o seu foco por episódios envolvendo o ponto de vista principalmente de um dos seus protagonistas, chamando assim sempre a atenção do seu espectador para o passo seguinte através de outro membro da família Crain. Já a segunda dela é sua alteração nos tempos em que a trama se desenvolve, já que sempre temos estas mudanças do passado para o presente feitas de forma muito eficaz.

Tudo isso, é claro, ainda é claramente somado com uma ótima fotografia, que sabe esconder seus mistérios através da sua angulação, que por sua vez somada a sua direção encontram a fórmula perfeita para todo um desenvolvimento do programa. Se não bastasse todos estes pontos, ainda temo um roteiro eficaz entregando todas as respostas nos tempos corretos ao seu espectador.

Além de toda a técnica envolvida, o elenco do projeto também consegue se destacar com muita facilidade. Independente do tempo narrativo, os dois núcleos são muito bem formados contando com boas atuações e um carisma gigantesco que vai sendo construído por cada personagem ao longo dos capítulos. Destaques, é claro, sempre surgem também ao longo da trama. Nos mais jovens, Violet McGraw é um dos nomes de maior destaque justamente pela franqueza da sua personagem interpretada quando mais velha por Victoria Pedretti. Enquanto isso, no núcleo adulto dos tempos atuais a uma equiparação entre o seu elenco. E isso é interessante, já que acaba gerando uma empatia dependo da pessoa que está assistindo.

Uma coisa é clara afirma: Apesar de conter mudanças em relação ao livro no qual é baseado, A Maldição da Residência Hill é uma prova de que abordagens novas podem ser construídas dentro de qualquer gênero. No caso em questão tivemos uma aproximação gratificante do terror com drama familiar, que por sua vez resultou em algo muito bem elaborado e instigante. A cada episódio fica somente a sensação do querer mais para ir descobrindo um passo por vez do que resultou na vida da família Crain, além de todas as influências do que o tempo em sua antiga moradia pode representar.

E com isso, o mais gratificante é que todas as respostas são entregues. Não existem enrolações, a trama consegue fluir de forma necessária enquanto tudo vai sendo desvendado pelos personagens. Por sinal, eles também voltam a ser o ponto forte justamente pelo fato de que cada um tem suas ideia dos fatos, confusões nas memórias do passado por conta da idade, ou até mesmo pela escolha que fizeram ao longo da vida. E tudo isso descrito somado só nos entrega algo esperado: um dos melhores lançamentos do ano na Netflix. Ou sendo ainda mais justo, talvez um dos seus melhores projetos originais ao longo da sua existência.

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O elenco da série é formado por Michiel Huisman (Game of Thrones)Carla Gugino (Jogo Perigoso)Henry Thomas (Jogo Perigoso)Kate Siegel (Hush)Elizabeth Reaser (Ouija 2)Lulu Wilson (Ouija 2)Timothy Hutton (American Crime) e Annabeth Gish (Arquivo X).

Mike Flanagan assume a direção, roteirista e produção executiva do projeto. Além disso, Steven Spielberg será o produtor através da Amblin TV. Trevor Macy, Darryl Frank e Justin Falvey também assumem cargos como produtores executivos.

A Maldição da Residência Hill já está disponível na Netflix.

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