9 mundos aquáticos marcantes nos games | Geek List

Uma seleção para enxugar a má reputação das fases de água!

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O Dia Mundial da Água celebrado neste 22 de março, é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover o desenvolvimento sustentável para que, principalmente, todas as pessoas tenham acesso à água potável até 2030.

É claro que este precioso líquido, essencial para a vida no planeta, está presente na maioria dos jogos e tem a triste reputação de ser responsável pelas fases mais lentas, mais demoradas, mais chatas, mais-mais-mais ARRGH!… Pegamos o Dia Mundial da Água emprestado como inspiração para a missão de fazer uma lista comemorativa provando o contrário, provando que existem cenários aquáticos inesquecíveis. Água consegue ser tão legal que é o tipo mais comum de Pokémon, representado por 133 monstrinhos (enquanto as versões Sword e Shield não chegam).

Esta lista foi feita com apenas duas regras em mente: (1) ter um único representante por franquia, e (2) deixar claro que não se trata de um ranking ou de uma eleição de qual a melhor, apenas de um compilado com as fases aquáticas que nos marcaram! 🙂

1. River Raid – Atari 2600

Muito provavelmente os gamers com mais de 30 anos já jogaram, ou viram alguém jogar, River Raid. Este shooter vertical foi lançado em 1982 e vendeu mais de 1 milhão de cartuchos, um feito incrível para a época. O game todo é uma grande fase infinita sobre a água.  O jogador controla um caça visto de cima, sobre um rio, em direção à base inimiga. O caminho até lá não é nada fácil, pois o avião só se move para os lados, acelera e desacelera, não pode colidir com inimigos e nem com pontes, e o tanque de combustível não pode ficar vazio.

O jogo segue enquanto o jogador for capaz de reabastecê-lo e de evitar choques. A façanha tecnológica dos programadores de River Raid é que o cenário não precisou ser desenhado: o posicionamento dos inimigos e dos objetos está escrito em uma fórmula que um algoritmo, ao ser executado, recria sempre a mesma estrutura.

River Raid
River Raid realiza o sonho de voar com um caça sobre um rio, é só ignorar os padrões gráficos atuais. (Foto: Reprodução)

2. Coral Capers – Donkey Kong Country

Um dos grandes marcos técnicos do Super Nintendo, Donkey Kong Country foi lançado em 1994 apresentando belos gráficos renderizados previamente em 3D. Coral Capers é a primeira fase hídrica do jogo e a mais marcante. Quase todos os inimigos aquáticos estão nela, exceto Squidge (parece uma lula). Assim que os Kongs caem na água, a trilha sonora relaxa e, ao mesmo tempo, cria um ambiente de isolamento – e aí você já percebe que está numa fase especial. Donkey, Diddy e o peixe-espada Enguarde devem vasculhar os cantos dos recifes de corais em busca dos segredos escondidos. É uma das principais fases submersas de toda a geração 16-bits e certamente está entre as mais icônicas dos games.

Donkey Kong Country - Coral Capers
Quem não se lembra de Coral Capers em Donkey Kong Country? (Foto: Reprodução)

3. Hidrocity Zone – Sonic 3 e Sonic Mania

Pegando emprestado o estilo arquitetônico das casas de banho romanas, Hidrocity Zone marcou os jogadores de Sonic 3, lançado originalmente para Mega Drive/Genesis em 1994, e de Sonic Mania, uma releitura lançada em 2017 que celebra os games de plataforma do borrão azul. Ao contrário de Coral Capers, esta fase alterna “respiros” entre estar na superfície e estar submerso.

Ao contrário de outras fases aquáticas de Sonic, raramente o jogador deve buscar pelas bolhas de ar. Para isso, é só aproveitar as inúmeras molas e rampas espalhadas pelos dois atos, sendo possível pegar velocidade suficiente para correr sobre a água. E disseram que fases de água eram lentas, não é mesmo? Qualquer nível aquático em Sonic é digno de ser registrado, menos Labyrinth Zone! 🤪

Sonic Mania - Hydrocity Zone (All Acts + Boss) - YouTube
Em qualquer jogo do Sonic, a trilha sonora ficava sufocante até quando começava a faltar ar! (Foto: Reprodução/Sonic Mania)

4. Hydrus, o sétimo colosso – Shadow of the Colossus

Em 2005, Shadow of the Colossus foi lançado para se tornar um dos títulos mais aclamados do PlayStation 2. Treze anos mais tarde, o clássico desenvolvido por Team Ico ganharia um remake no PlayStation 4. Um jogo épico é feito de momentos épicos. E um destes momentos é quando o jogador, ao ver luzes brilhando no lago, sabe que mais uma grande batalha espera por Wander, o herói solitário.

Hydrus mais se parece com uma enguia elétrica e apenas nada sem rumo por um grandioso lago turvo. Não há uma forma fácil de atraí-lo e Wander deve mergulhar para chamar sua atenção e se agarrar assim que surgir a oportunidade. Este colosso está protegido por três espinhos dorsais eletrificados e não há lugar seguro. A cada golpe da espada em sua cabeça, o monstro volta à superfície e mergulha novamente, numa sequência de tirar o fôlego. Ao ser derrotado, o corpo do gigante se perde nas profundezas.

Shadow Of The Colossus
Hydrus é o colosso aquático que Wander deve derrotar. (Foto: Reprodução)

5. Maridia – Super Metroid

Super Metroid é um dos jogos favoritos deste autor e, portanto, seu julgamento pode estar comprometido! O terceiro título Metroid saiu para Super Nintendo em 1994 e tem foco na exploração de seu ambiente, o planeta Zebes. Além das outras cinco regiões no planeta, Maridia é um de seus oceanos. A sensação é que o nível da água subiu, pois boa parte de Brinstar, a vívida selva, parece estar inundada por Maridia. 

jeito para se chegar até aqui é sutil, mas funciona muito bem, e sempre me causa espanto: no vai e volta entre corredores das outras áreas, Samus passa por um túnel de vidro e, em sequência, outro semelhante, mas com uma rachadura… Porém só é possível partir este vidro reforçado quando se adquire a Power Bomb, bem mais tarde, portanto é preciso se lembrar. Com a explosão e sem nenhum túnel, a heroína fica livre para se movimentar pelas águas de Zebes e, mais tarde, encontrará Draygon, um dos principais chefes em Super Metroid. Este é mais um incrível cenário aquático acompanhado por um tema marcante.

Super Metroid
A sensação de desempacar quando se descobre que é possível romper o tubo para Maridia. (Foto: Reprodução)

6. Bubble Man – Mega Man 2

Em 1988, Mega Man não foi capaz de bater as metas de vendas desejadas pela Capcom. Mesmo assim, a japonesa lançou a continuação, Mega Man 2, para o Nintendinho, reutilizando muito do material cortado no primeiro game. Não sabemos ao certo se a fase de Bubble Man faz parte deste “material originalmente cortado”. Contudo, Mega Man 2 foi um sucesso e mais de 1 milhão e meio de cópias foram vendidas.

O game nos trouxe uma das fases de água mais lembradas por jogadores, principalmente por sua alta dificuldade. Tocar os espinhos significa morte certa para Mega Man. Com o perdão do trocadilho, a fase é literalmente inundada por inimigos, incluindo um peixe-pescador que cospe camarões robóticos. Como é típico em jogos do robô, a ordem das fases fica a gosto do freguês, mas o senso comum nos diz para não começar por Bubble Man.

Mega Man 2
O caminho até Bubble Man em Mega Man 2 não é para os fracos de coração. (Foto: Reprodução)

7. Water Temple – The Legend of Zelda: Ocarina of Time

O Templo da Água em The Legend of Zelda: Ocarina of Time é inesquecível para os jogadores e, para a maioria, pelos motivos errados: apesar belíssimo e complexo, originalmente, no Nintendo 64, era necessário mudar o nível da água por diversas vezes, feito que significava em tocar uma canção, apertar o botão Start para equipar as Botas de Ferro e apertar novamente Start e desequipá-las. Um exercício repetitivo e cansativo. Se superarmos esse detalhe, o templo conseguia ser um dos melhores do jogo, pois toda sua estrutura se inter-relacionava e o nível da água no lobby afetava as salas adentro do Templo.

Felizmente a mecânica  para usar itens foi simplificada no remake para Nintendo 3DS e deixou este labirinto muito mais agradável! Apesar de Morpha ser seu chefão, todos se lembram mesmo é de enfrentar Dark Link, que copiava seus movimentos, em uma sala enevoada. Todo esse transtorno para resgatar a princesa Ruto…

The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D
Ocarina of Time 3D simplificou o uso dos itens e transformou um templo chato em um dos melhores nos jogos de The Legend of Zelda. (Foto: Reprodução)

8. Jolly Roger Bay – Super Mario 64

Super Mario 64 foi o principal título de lançamento para Nintendo 64 (dã), em 1996. A novidade de mundos tridimensionais chegou mudando o jeito das fases, transformando aquela velha corrida para a direita em plataformas em um cenário grandioso esperando para ser explorado. E assim, inevitavelmente, as fases de água também evoluíram. Muitos podem acabar se lembrando de Dire, Dire Docks, com aquele submarino do Bowser, ou de Wet-Dry World, com a alternância no nível da água e a cidade escondida… Só que a representante escolhida foi Jolly Roger Bay.

Já sabemos que nadar nem sempre é divertido e nem mesmo fácil nos videogames. Em Super Mario 64, os controles de nado são um pouco confusos, mas esta fase aquática compensa isso com tudo que se tem para observar, como um navio pirata afundado. Ao entrar pela primeira vez, uma espessa neblina toma conta e, mais tarde, se dissipa. Os detalhes de um cenário constantemente mutável prendem a nossa atenção. O navio afundado passa a flutuar, a enguia vermelha muda de lugar e precisa ser convencida a sair de sua toca – e, desta maneira, deixar a estrela à mostra – e Mario caça um tesouro perdido em uma caverna submersa.

Super Mario 64
Imagine como seria Jolly Roger Bay em um remake de Super Mario 64! Essa é outra lista! (Foto: Reprodução)

9. Rapture – Bioshock

Tudo bem, não é uma fase, é um jogo inteiro! Mas esta gigantesca cidade submersa foi construída dos sonhos de Andrew Ryan em Bioshock, FPS lançado pela 2K Games em 2007. O desejo de Ryan era fugir dos conflitos sociais, políticos e religiosos do mundo pós-Segunda Guerra Mundial. Sua construção teria durado cinco anos, entre 1946 e 1951, e deveria ser um paraíso, livre de toda a corrupção existente na superfície. Como sabemos, o projeto deu errado e, apesar do aparente sucesso inicial, Rapture começou seu declínio quando os confrontos entre classes sociais naturalmente surgiram.

Seu idealizador reforçou as políticas de segurança – desenvolvendo temas como engenharia genética e entorpecentes – e acabou deixando o lugar em estado de sítio, mas falhou ao combater as desigualdades e a criminalidade. A cidade, assim como sua população, ficou devastada depois da guerra civil. Pelos corredores da cidade, agora quase deserta, eventualmente o jogador se deparará com os Big Daddies, soldados que tiveram seus órgãos transplantados em escafandros. Os visuais são incríveis, e, entre tantos momentos memoráveis em Rapture, a cena de abertura do game deixa uma impressão permanente: navegar no fundo do oceano por meio dos “arranha-céus” iluminados em neon, estilo anos 50, de uma cidade submersa.

Bioshock Remastered
Um belo cartão postal, mas você não quer passar férias em Rapture. (Foto: Reprodução/Bioshock Remastered)

Como não poderia ser diferente, água faz parte dos mundos em quase todos os games. É difícil pensar em um jogo sem H2O. Por isso, representantes de peso acabaram ficando de fora desta lista, como Ecco The Dolphin (Sega Mega Drive/Genesis, 1992), Super Mario Sunshine (Nintendo GameCube, 2002) e Uncharted: Drake’s Fortune (PlayStation 3, 2007), além de muitos outros. Se algum cenário aquático foi marcante e está de fora desta lista, comente e diga o porquê!

A busca pela solução dos problemas de abastecimento deste recurso tão precioso começa pela necessidade em aumentar a consciência pública sobre como o utilizamos e preservamos suas fontes. Tópicos tão cruciais, como sustentabilidade, já apareceram e foram temas centrais em muitos games, mas este assunto fica para uma próxima Geek List!

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*Colaboraram com a elaboração da lista, discutindo e lembrando fases de água que os marcaram, os redatores da Jornada Geek e amigos!

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