MULHER-MARAVILHA | CRÍTICA

O longa estreia dia 1 de junho

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Nota Surpreendente

Mulher-Maravilha pôster
Divulgação: Warner

A expansão do Universo Cinematográfico da DC Comics continua ganhando aos poucos os seus novos capítulos. Com um calendário cada vez mais definido para os próximos anos, os seus projetos vão ganhando destaque na mídia através de campanhas promocionais gigantescas e muitas entrevistas com os seus contratados. Sendo assim, não é nenhuma surpresa que os estúdios logo investiriam na Mulher-Maravilha.

O longa dedicado a apresentar a história de origem da amada heroína traz uma trama emocionante ao espectador. Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Seria mentira dizer que Patty Jenkins não surpreendeu em sua liderança do longa. Confirmando as críticas estrangeiras, a diretora demonstrou que soube conduzir a história de origem da Mulher-Maravilha com sucesso, independente da situação abordada. Além disso, com um roteiro desprendido dos tons sombrios já utilizados em outros projetos da DC, a produção apresenta um ótimo balanceamento entre ação, comédia, drama e romance e, talvez, esse seja um dos maiores pontos que contribuíram para o sucesso de Mulher-Maravilha. Aqui, Jenkins e os roteiristas Geoff Johns e Allan Heinberg trabalham a história de Diana como um flashback, o que faz com que a o filme seja focado na heroína e não em qualquer interação com os outros heróis da DC.

É importante destacar que os personagens são introduzido em seus momentos certos. Contando com um desenvolvimento natural e sem pressa, o relacionamento entre cada um dos personagens secundários (seja com a protagonista, entre eles mesmos ou entre os vilões) ocorre de forma agradável. Esta característica ajuda o desenrolar da trama de maneira sutil, fazendo com que o espectador se envolva na história.

Além disso, o trio demonstra que souberam aproveitar e explorar o melhor de Diana, suas motivações e crenças. Aqui, a representação da perda da inocência da heroína vem de maneira tão delicada que chega a lembrar o processo de crescimento de uma criança ao descobrir o mundo a sua volta. Este é apena mais um dos belos momentos que faz com que Mulher-Maravilha se destaque das outras produções da DC.

Seguindo para o elenco do filme, é seguro dizer que as escolhas feitas pela equipe foram somente acertos. Cada ator ou atriz trouxe para seu personagem uma interpretação que adicionaram ao filme, e além de dar mais profundidade para cada motivação individual, fazem parte da construção de quem a Mulher-Maravilha é como pessoa e heroína.

Em sua fotografia, pode-se afirmar que o longa é uma obra de arte. O uso de locações contribuiu para que o espectador comprasse toda a trama que estava sendo apresentada. De Temiscira até a 1ª Guerra Mundial, não há motivos para duvidar do que se passa durante a jornada dos personagens. Isto é algo que soma muito em seu aspecto de narrativa, destacando Mulher-Maravilha como um sucesso dentre as outras produções. Além disso, a construção das cenas de ação acontecem de maneira emocionante, deixando o espectador totalmente preso ao que está ocorrendo na tela.

Sem se prender ao uso de telas verdes, a produção proporciona uma sensação boa de alívio ao trazer uma nova e esperada interpretação de sua heroína. Funcionando como um flashback, Mulher-Maravilha renova as esperanças para o futuro do Universo Cinematográfico da DC Comics.

O filme vem em um momento que não poderia ser melhor e a longa espera dos fãs é recompensada. É perceptível que Mulher-Maravilha foi feito com amor e dedicação e o resultado não poderia ser diferente. No fim, o longa traz uma mensagem poderosa não somente sobre a igualdade e representatividade, mas sobre crenças e o maior poder de todos: o amor.

Aproveite e assista ao último trailer do longa.

O elenco do filme solo da heroína é formado por  Gal Gadot (Velozes e Furiosos) como Diana Prince/Mulher Maravilha; Chris Pine (Star Trek) como o Capitão Steve Trevor; Connie Nielsen como a Rainha Hipólita; Saïd Taghmaoui (Trapaça) Danny Huston (X-Men Origens: Wolverine); David Thewlis (Harry Potter); Ewen Bremner (Exodus: Deuses e Reis); Robin Wright(House of Cards); Elena Anaya (A Pele que Habito), Lucy Davis (Todo Mundo Quase Morto) e Lisa Loven Kongsli.

Geoff Johns e Allan Heinberg assinam o roteiro, sendo que a trama foi desenvolvida a partir de uma história de Zack Snyder e Allan Heinberg. Por sua vez, Patty Jenkins é a responsável pela direção.

Mulher-Maravilha tem estreia no dia 01 de junho de 2017 no Brasil.

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